O Chippanze marcou presença em mais uma Campus Party, em São Paulo. Primeiro uma palestrinha sobre chipmusic e nosso processo de produção, depois nosso pocket show com Pulselooper, Ghouls ´n Eggs e Droidon.
2010 foi o ano que provou que a chipmusic está no Brasil para ficar. Em breves e velozes 540 dias, o coletivo Chippanze lançou mais de dez artistas do Brasil e do exterior, tocou nos mais diversos lugares (do interior de São Paulo a Recife) e levou sua música feita com videogames e computadores antigos para diversos fones de ouvido espalhados por aqui e lá fora. Ganhou apoio e reconhecimento de blogs, revistas e jornais e despertou interesse geral em um tipo de música até então inédito por aqui. Tentou e conseguiu fugir do estereótipo “música de videogame”, provando que uma composição inédita usando o mesmo chip sonoro que os compositores usavam nos anos 80 pode ser muito mais interessante que ficar fazendo cover de Super Mario ou Sonic.
Conseguimos também, a duras penas, realizar as primeiras (de muitas, ainda) edições da Nullbits, a festa de chipmusic/low-tech que tínhamos como principal meta desde o princípio. Para tanto, foi inestimável a parceria com nossos amigos do Orbe, que assim como nós, acreditam que música eletrônica não precisa necessariamente ser produzida e tocada com instrumentos convencionais e de última geração. E o mais importante de tudo, com a Nullbits e os shows ao vivo em geral, ajudamos a derrubar o mito de que videogame é coisa de criança: de jovens a quarentões, de curiosos a entusiastas, de nerds a bêbados, o público foi o mais diversificado que já vimos (e temos, antes do Chippanze, um passado regado a bandas, festivais e barulhos nos buracos mais escuros).
E outro grande trunfo do coletivo – o maior, talvez – foi o sucesso das oficinas de chipmusic e pixelart realizadas em várias unidades do SESC (Paulista, Ribeirão Preto, Catanduva, Pinheiros, São José do Rio Preto, Araraquara e Bauru), no Campus Party em SP e no Festival Continuum em Recife. Pois temos como meta principal agregar um número cada vez maior de artistas de chipmusic. Para lançarmos no selo e para tocarmos juntos num futuro próximo. Assim, se você gosta desses velhos sons nostálgicos e gosta de música eletrônica, faça músicas e mande pra gente. Claro que não podemos lançar tudo o que recebemos, mas queremos que esse “vírus” se alastre cada vez mais.
Os planos para 2011, já agora com o site novo e visualmente reformulado, são continuar tocando em shows e festivais, fazer mais edições da Nullbits (a cada dois meses), e um CD “físico”, com uma música inédita de cada artista Chippanze. Coincidentemente, o Chippanze nasceu na melhor época, pois só recentemente a cultura gamer passou a ser tratada de forma mais séria no Brasil, com eventos, palestras, encontros, blogs, podcasts, etc etc etc. E nós do Chippanze somos a trilha-sonora disso tudo.
Preparamos uma retrospectiva visual dos principais acontecimentos do coletivo. É só clicar aqui.
Sucesso total a segunda edição da Nullbits, com direito a sorteio de brindes e som MUITO alto. Nossos honestos agradecimentos a todos os presentes e ao Heitor e Denise da Livraria da Esquina. Organizado por Orbe e Chippanze, a Nullbits é uma opção ÚNICA no Brasil para quem quer conferir um evento bimestral, independente e realmente alternativo de música eletrônica. Ano que vem tem mais: até a próxima!
Infelizmente os companheiros do Chippanze não puderam comparecer por motivos espetaculares. Mas é para isso que existe uma equipe!
Gostaria de agradecer à produção do choque cultural, Bruno Tozzini e a todos que deram a graça da presença! Sound Cloud Meeting foi sucesso total! e ainda tive a oportunidade de curtir outros projetos de SP, como MJP e Im The Machine. todos com um pé no Dubstep, que temperou bastante a festa, para a minha satisfação. =D
Não só o selo/coletivo Chippanze surgiu com força total nesse ano de 2009, como também a emergente cena de chipmusic brasileira. O marco zero foi o festival GameMusic, no Itaú Cultural em São Paulo, evento que acabou coincidindo com o nascimento do Chippa. O ano seguiu bem, com cada vez mais artistas e releases fazendo parte do site e vários shows dos membros do coletivo, destacando-se o Festival Continuum em Recife/PE e o FILE Hipersonica: 8-bit Game People no Rio, ao lado de pesos-pesados como Bit Shifter, Bubblyfish, Sabrepulse, entre outros.
A idéia de compor, gravar e apresentar música utilizando consoles de videogames e computadores vintage está sendo cada vez mais aceita e apreciada, não só por aqui como em toda a América Latina. Prova disso é a continuidade do selo-hermano 56kbps e do cada vez maior número de artistas latino-americanos que mandam suas demos e vestem a fantasia peluda do chimpanzé.
E os números não nos deixam mentir: de julho a dezembro, período de existência do Chippanze (praticamente um bebê), tivemos uma média de 850 visitas diárias. E, o que é melhor: quase 7.000 (mais precisamente: 6.923) downloads de EPs virtuais. Sorte que nossa taxa de tráfego mensal é bem alta.
Portanto, só temos a agradecer aos sites, blogs, revistas, eventos e amigos que nos divulgaram e apoiaram nesses seis meses e, principalmente, aos companheiros de guerra que acreditaram na proposta e filosofia do Chippanze.org, nos brindando com boa música e muita disposição.
Esperamos sinceramente que 2010 seja o ano da chipmusic no Brasil – principalmente no maior número de artistas nacionais que se dedicam à ela, não só à produção, mas também à apresentação. É hora de sairem de seus quartos, mas levando junto seus videogames velhos! Afinal, um país que abriga tantos aficcionados pela cultura gamer e pela música eletrônica não tem porque ficar de fora da festa.
Um grande abraço da equipe Chippanze, bom reveillon e até 2010.
Subway Sonicbeat @ GameMusic (São Paulo, 09/07/09)
Voltamos hoje da capital pernambucana, só o bagaço após um quase bate-volta de menos de dois dias, mas que mesmo assim deu pra conhecer parte do centro histórico de Recife/Olinda e passear por duas praias. O público do Continuum Festival foi sensacional, um pessoal bacana e divertido, que curtia e dançava mesmo com o não-usual som 8-bit, e que chegava sem frescura pra trocar idéias e experiências – ou seja, o extremo oposto do que costuma ocorrer em São Paulo. A oficina de chipmusic (com ênfase em Famitracker) ministrada pelo Eduardo Droid-On fez todos os participantes começarem e até finalizarem suas primeiras músicas – algumas realmente surpreendentes como primeiros trabalhos. Agora esperamos que futuros artistas chippers possam surgir dessa ótima e proveitosa tarde de ontem. O show em seguida do Pulselooper e Droid-On (nessa sequência), com live visuals do Perdido, também foi ótimo, com excelentes P.A’s e cerca de 60 a 70 pessoas que circularam pela inacreditável Torre Malakoff, um edifício histórico tombado que se transformou em centro cultural pela prefeitura de Recife. E ainda tive a chance de conhecer pessoalmente um antigo contato da área de circuit-bending, o Cristiano Rosa (Panetone). Nossos mais sinceros agradecimentos ao Guttie e à equipe do Festival Continuum/Recbeat/Coquetel Molotov, que conseguem – com técnicas de guerrilha – realizar ótimos festivais nessa maravilhosa cidade que é Recife.
Algumas fotos e um vídeo registrados pelo chapa Ed, game designer que participou da nossa oficina:
Não foi na Praça dos Pombos por causa da chuva, mas foi mais legal ainda: num cinema! Com direito a cartaz na entrada e tudo mais. Particularmente, o melhor mesmo foi encontrar velhos amigos da segunda cidade onde morei, e na melhor lanchonete do planeta. Oportunidade boa gerada pelo true chip power \m/.
Sensacional set do Droid-On no GameMusic – Itaú Cultural, São Paulo, em 12/07/09. Live visuals por Pulselooper. Com isso completamos os videos da apresentação do Chippanze por lá. Mês que vem tem mais, dia 9/9, em São Carlos, interior de SP, durante o Festival de Cinema de lá. Mais informações em breve.