O britânico Neil Baldwin já é praticamente uma lenda viva na chip music. Não bastasse ele ter composto trilhas de jogos para o console 8-bit da Nintendo (títulos como Magician, James Bond Jr., Máquina Mortífera, Jungle Book, etc), hoje em dia ele dedica boa parte de seu tempo ao desenvolvimento de aplicativos nativos para o Nintendo Entertainment System, direcionado à músicos chip music.

NTRQ: O primeiro tracker desenvolvido por Mr. Baldwin. Utiliza todos os canais de NES (inclusive o de samples) e tem uma interface que remete a trackers tradicionais de computador, principalmente no que diz respeito à criação de instrumentos.

PULSAR: o melhor de dois mundos: os 5 canais do NES, com a interface do LSDJ. Mais ainda, uma engine que “estupra” os pulsos do NES, possibilitando uma síntese única, impossível de ser replicada na antiga forma de composição para a plataforma, através de códigos. Em outras palavras, faixas compostas no Pulsar são totalmente diferentes de qualquer trilha feita para o NES.

PR8: Mais nova investida de Baldwin na cena homebrew de NES, e na opnião deste que vos escreve, a mais bem sucedida. Inicialmente imaginada como uma drum machine para a plataforma, o aplicativo acabou se desdobrando em um step-sequencer completo. O músico é capaz de criar não apenas linhas de bateria, mas também de baixo e melodias arpegiadas. Tanto para execução ao vivo como também para gravar faixas sequenciadas (pois ele consta com um “song mode”). A grosso modo, poderia ser definido como um nanoloop para NES, mas o que é mais genial no programa é que é possível construir apenas um instrumento utilizando todos os canais do NES. Imagine uma bateria matadora feita com samples, noise, dois pulsos e triângulo.
Todas essas roms podem ser baixadas no site www.nes-audio.com. Manuais, dicas e tutoriais podem ser encontrados no site/blog do autor: blog.ntrq.net. E é importante ressaltar que esses aplicativos rodam apenas no emulador Nestopia (o único que lida com arquivos .sav de 32k). Ou seja, donos de portáteis como PSP e Dingoo podem esquecer (apenas o NTRQ, dizem, roda nos portáteis). Ou é Nestopia ou então o cartucho regravável Powerpak, fazendo os aplicativos de Neil acessar os canais diretos do hardware. E aí meu amigo, o bicho pega.